Em janeiro participei de uma residência de teatro para a criação da peça Cacuete, a incrível performance de Crendices. Coordenado pela sereia Maicyra Leão o projeto aborda superstições e crendices que fazem parte do imaginário popular e a relação destas com a repetição como uma forma de cacuete coletivo. Permaneci alguns dias com a equipe em uma praia bem tranquila na Ilha de Santa Luzia em Aracaju – SE. Foi uma experiência linda e intensa de criação artística coletiva a qual contribuo com 1o pequenos vídeos que integram a peça como vídeos-cenográficos. Abaixo alguns vídeos:
Cacuete – a incrível performance de Crendices
Experiência de Residência Teatral
Condução e concepção: Maicyra Leão
Tripulação de cabine: Colores, Gustavo Floriano, Íris Fiorelli e Kamala Ramers
Guardiã de cabine: Sandy Soares
De quinta a terça - 28 a 2 de fevereiro no Teatro Helena Barcelos – UnB
Entrada Franca
De quinta a domingo - 4 a 7 de fevereiro na Confins Artísticos – 711 Norte, C, 05
R$ 15
Brasília, sempre às 20h.
Após o espetáculo bate papo com a equipe.
hoje estava lendo os diários do egon schiele, edição impecável que teve o maior cuidado do mestre marcelo martorelli, durante os 20 e tantos dias que ele esteve preso por insensastas injustiças do poder da época. contudo o mais importante é que suas palavras são uma descoberta de schiele, de suas cores e de seus extremos misturados, um toque de delicadeza no meio do horror, um toque de alegria no meio do sabor amargo que encontrava no subterrâneo da prisão. [delicadeza]. deixo aqui um pouco das suas palavras:
“… Estar preparado, pronto, para suportar tudo o que a vida traz, é uma tarefa evidente. Importante é avaliar, transformar o significado da experiência. Não sucumbir ao que foi deliberado.”
Sobre o livro: Este livro, em edição bilíngue, contém os diários, desenhos e aquarelas que o pintor austríaco Egon Schiele (1890/1918) fez em 1912, durante os vinte e quatro dias em que esteve na prisão, acusado de envolvimento com uma adolescente.
São dez imagens que revelam a agonia do artista, que encontra na arte a única saída para a situação humilhante que se encontrava na prisão distrital de Neulengbach. Pintou e desenhou os objetos de que dispunha e com isso se sentiu melhor: “Não me sinto punido, mas purificado!”.
Reflexões sobre a arte, crítica à moral burguesa da época, afirmações de amor muito profundas, são marcas desses diários que mostram também a intimidade de Schiele e seu processo criativo. Pela primeira vez no Brasil, em tradução direta de Claudia Abeling, o texto integral dos diários revela tudo o que de fato lhe aconteceu e motivou sua prisão.
Além de todas as aquarelas feitas pelo artista reunidas em um livro de arte, a edição conta com um “Prefácio Musical” do compositor Willy Corrêa de Oliveira, ilustrando sua relação peculiar com esse grande artista do século passado.
O atelier Desvenda está localizado no número 30 da Travessa Venezianos, num conjunto de 17 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural de em Porto Alegre. A situação privilegiada, tanto geograficamente quanto culturalmente, foi o ponto de partida para a proposta da FEIRA DESVENDA – um espaço específico para o artista contemporâneo divulgar e comercializar o resultado de sua pesquisa em arte, alcançando um público heterogêneo. Seu principal objetivo é, por meio de atividades de integração, de troca e de construção coletiva, romper as barreiras que separam obra/artista e o público. Para os organizadores, ações conjuntas entre artistas que facilitem a aquisição de objetos ditos “artísticos” por pessoas que não costuma frequentar galerias, além de ajudar a divulgar as variadas manifestações artísticas produzidas atualmente para um, também colabora com a ampliação de um mercado específico. Um dos esteios da DESVENDA é a desmistificação da figura do artista e do objeto de arte. Na feira os visitantes não só podem ‘tocar’ nas obras e obseO atelier Desvenda está localizado no número 30 da Travessa Venezianos, num conjunto de 17 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural de em Porto Alegre.
A situação privilegiada, tanto geograficamente quanto culturalmente, foi o ponto de partida para a proposta da FEIRA DESVENDA – um espaço específico para o artista contemporâneo divulgar e comercializar o resultado de sua pesquisa em arte, alcançando um público heterogêneo. Seu principal objetivo é, por meio de atividades de integração, de troca e de construção coletiva, romper as barreiras que separam obra/artista e o público. Para os organizadores, ações conjuntas entre artistas que facilitem a aquisição de objetos ditos “artísticos” por pessoas que não costuma frequentar galerias, além de ajudar a divulgar as variadas manifestações artísticas produzidas atualmente para um, também colabora com a ampliação de um mercado específico. Um dos esteios da DESVENDA é a desmistificação da figura do artista e do objeto de arte. Na feira os visitantes não só podem ‘tocar’ nas obras e observá-las como objetos próximos de si, como também pode ter contato direto com os artistas que as produziram. Um contato que, sem dúvida, transcende a simples apreciação estética, pois resulta no entendimento, compreensão e incorporação daquele objeto “erudito” no cotidiano dos indivíduos.
Em dezembro a feira comemora um ano de ação ininterrupta, nesse período mais de 120 artistas de várias partes do país se engajaram ao projeto: Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Cachoeirinha, Recife e, agora, São Paulo recebe 30 artistas de Porto Alegre que ocuparão a Cachalote a partir do dia 21 de novembro.rvá-las como objetos próximos de si, como também pode ter contato direto com os artistas que as produziram. Um contato que, sem dúvida, transcende a simples apreciação estética, pois resulta no entendimento, compreensão e incorporação daquele objeto “erudito” no cotidiano dos indivíduos. Em dezembro a feira comemora um ano de ação ininterrupta, nesse período mais de 120 artistas de várias partes do país se engajaram ao projeto: Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Cachoeirinha, Recife e, agora, São Paulo recebe 30 artistas de Porto Alegre que ocuparão a Cachalote a partir do dia 21 de novembro.
um fundo preto com alguns blocos brancos e algumas pequenas outras cores. entrei na sala negra e senti a presença do tempo, da história que o tempo nos conta. algo de magnetismo me chamava a cada tela, a cada pequena parte gráfica daquele espaço. o quadrado preto sobre fundo branco. 3 telas. malevich impressiona em plena sala negra do ccbb dia 08 de novembro de 2009. e o que dizer de suas figuras coloridas e grafixicadas soltas no nada? o espaço circulava. tinha uma aura ali. aura da magia do tempo. quase não consegui sair. queria acordar ali. dormir ali. fechar os olhos e estar ali dar-de-cara com essas partes gráficas do mundo sagrado de malevich. fui embora caminhando de costas para não esquecer o que via… para o preto e branco ir desaparecendo. foi aí que fiquei imaginando como eram as exposições naquela época em que malevich apresentava seu trabalho e me deparei com a questão do que aquele-tempo distingue do agora? estou-lá impactada e vôo dali com malevich tão próximo ao meu tempo.














