feira DESVENDA + cachalote

2009 Novembro 18
por flutuas

O atelier Desvenda está localizado no número 30 da Travessa Venezianos, num conjunto de 17 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural de em Porto Alegre. A situação privilegiada, tanto geograficamente quanto culturalmente, foi o ponto de partida para a proposta da FEIRA DESVENDA – um espaço específico para o artista contemporâneo divulgar e comercializar o resultado de sua pesquisa em arte, alcançando um público heterogêneo. Seu principal objetivo é, por meio de atividades de integração, de troca e de construção coletiva, romper as barreiras que separam obra/artista e o público. Para os organizadores, ações conjuntas entre artistas que facilitem a aquisição de objetos ditos “artísticos” por pessoas que não costuma frequentar galerias, além de ajudar a divulgar as variadas manifestações artísticas produzidas atualmente para um, também colabora com a ampliação de um mercado específico. Um dos esteios da DESVENDA é a desmistificação da figura do artista e do objeto de arte. Na feira os visitantes não só podem ‘tocar’ nas obras e obseO atelier Desvenda está localizado no número 30 da Travessa Venezianos, num conjunto de 17 casas tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural de em Porto Alegre.

A situação privilegiada, tanto geograficamente quanto culturalmente, foi o ponto de partida para a proposta da FEIRA DESVENDA – um espaço específico para o artista contemporâneo divulgar e comercializar o resultado de sua pesquisa em arte, alcançando um público heterogêneo. Seu principal objetivo é, por meio de atividades de integração, de troca e de construção coletiva, romper as barreiras que separam obra/artista e o público. Para os organizadores, ações conjuntas entre artistas que facilitem a aquisição de objetos ditos “artísticos” por pessoas que não costuma frequentar galerias, além de ajudar a divulgar as variadas manifestações artísticas produzidas atualmente para um, também colabora com a ampliação de um mercado específico. Um dos esteios da DESVENDA é a desmistificação da figura do artista e do objeto de arte. Na feira os visitantes não só podem ‘tocar’ nas obras e observá-las como objetos próximos de si, como também pode ter contato direto com os artistas que as produziram. Um contato que, sem dúvida, transcende a simples apreciação estética, pois resulta no entendimento, compreensão e incorporação daquele objeto “erudito” no cotidiano dos indivíduos.

Em dezembro a feira comemora um ano de ação ininterrupta, nesse período mais de 120 artistas de várias partes do país se engajaram ao projeto: Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Cachoeirinha, Recife e, agora, São Paulo recebe 30 artistas de Porto Alegre que ocuparão a Cachalote a partir do dia 21 de novembro.rvá-las como objetos próximos de si, como também pode ter contato direto com os artistas que as produziram. Um contato que, sem dúvida, transcende a simples apreciação estética, pois resulta no entendimento, compreensão e incorporação daquele objeto “erudito” no cotidiano dos indivíduos. Em dezembro a feira comemora um ano de ação ininterrupta, nesse período mais de 120 artistas de várias partes do país se engajaram ao projeto: Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Cachoeirinha, Recife e, agora, São Paulo recebe 30 artistas de Porto Alegre que ocuparão a Cachalote a partir do dia 21 de novembro.

Kazimir Malevich

2009 Novembro 17
por flutuas

um fundo preto com alguns blocos brancos e algumas pequenas outras cores. entrei na sala negra e senti a presença do tempo, da história que o tempo nos conta. algo de magnetismo me chamava a cada tela, a cada pequena parte gráfica daquele espaço. o quadrado preto sobre fundo branco. 3 telas. malevich impressiona em plena sala negra do ccbb dia 08 de novembro de 2009. e o que dizer de suas figuras coloridas e grafixicadas soltas no nada? o espaço circulava. tinha uma aura ali. aura da magia do tempo. quase não consegui sair. queria acordar ali. dormir ali. fechar os olhos e estar ali dar-de-cara com essas partes gráficas do mundo sagrado de malevich. fui embora caminhando de costas para não esquecer o que via… para o preto e branco ir desaparecendo. foi aí que fiquei imaginando como eram as exposições naquela época em que malevich apresentava seu trabalho e me deparei com a questão do que aquele-tempo distingue do agora? estou-lá impactada e  vôo dali com malevich tão próximo ao meu tempo.

CoLAGê

2009 Novembro 4
por flutuas

http://www.flickr.com/photos/manuelaeichner/
série de colagem descompromissada
outubro 09

colagem11

colagem12

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Matisse, um domingo

2009 Novembro 4
por flutuas

Estou esperando um telefonema que nunca mais vou receber.

Uma sinfonia, por favor?

- Sim, tocarei o tempo em que estiver aqui.

Domingo fui ver a exposicão do mestre da colagem e da simplicidade. O sol do verão invadiu a tarde de domingo e retirou dos armários as estampas e coloridos que cabiam bem ao caminho da ida ao mestre. Quando cheguei próximo as ilustrações do livro do jazz meu coração estremeceu. Ao lado tinha umas linóleos pretas com desenhos de 2 corpos se encontrando num abraço que me fez lembrar a figura que percorri durante alguns anos obsessivamente. ah, ainda farei um livro com todas aquelas serigrafias aquareladas… E então, que prazer que só na arte encontro ver os jazzes de matisse. Cada cor, cada delicadeza de composição, cada sabedoria. Fiquei tempo e mais tempo vendo e revendo cada cor e sua forma. E tudo isso porque até ontem só pensava em colagem e buscava imagens matisse e suas miragens no virtual tomavam conta da minha imaginação. Nesse momento perguntei ao edu: – tem algum livro do matisse? – não… mas tem uma expo dele na pinacoteca que acaba amanhã. Yupiiiiiiiiii, um domingo atrás de matisse. Entrei numa sala escura que apresentava vídeos feito pelo pompidou das obras de matisse… e da sua sabedoria, tranquilidade, seriedade. Que figura linda, uma capa preta e uma pomba branca sob o ombro. Parecia uma figura de garcia marques. Uma hora ele disse que a única coisa que define um artista é o trabalho. O talento… pode se enferrujar. Só a busca no trabalho alcança. Sai de lá e olhava a luz do dia…. um céu aberto e um vento a embalar as palmeiras frente a estação. Passeava pela estação que é um mundo particular.. muitas prostitutas, homens perguntando quanto é o programa, homens bêbados. Voltei para o jazz de matisse e segui o caminho de casa. E daí adormeci. Agora acordo em 2046 e tenho vontade de te escrever uma carta. Ligo a televisão e o personagem diz a seguinte frase:

- estou esperando um telefonema que nunca mais vou receber.

[vídeo de uma exposição do matisse no pompidou]

Man on Wire

2009 Outubro 26
por flutuas

02:26 terminei de ver man on wire. putaquefoda ver essa filme, essa história. uma imagem que me faz morrer e nascer. uma coragem. um homem. um corpo suspenso no espaço entre o ar. ver essas duas linhas que se cruzam, uma linha reta e um homem que a cruza, ganhei 1 ano. não entendo todo o ingles mas isso não importa. o que vejo é esse homem que vai sem medo e em cada passo uma conquista mais serena, mais tranquila, mais concentrada, a certeza da busca. a plenitute de estar na suspensão. ganhei 1 ano com essa imagem. compartilho com vcs man on wire: 

http://www.megavideo.com/?v=EBSOKSS9

“PARA O ESPAÇO, ESTANDARTE”

2009 Outubro 24
por flutuas

2009 seguia seu curso, praticamente afásico em relação aos 50 anos da primeira exposição do Neoconcretismo − salvo uma pequena e quase inexpressiva mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro − quando as obras de Hélio Oiticica se esfumaçam… provocando um choque nesse torpor, embora as palavras ainda não encontrem sintaxe passível de expressar esse gigantesco vazio.

Já há algum tempo sucedem-se comentários descabidos, ressentidos, de críticos e por vezes de artistas, até mesmo cariocas, sobre a possível usurpação da projeção de Hélio Oiticica e de Lygia Clark sobre a arte brasileira contemporânea. Situação reveladora de nossa incapacidade de incorporar criticamente a memória ao presente e, assim, absorvê-la, enriquecendo a reflexão sobre a produção atual e também histórica no Brasil. Se é bem verdade que às vezes o reconhecimento internacional da força da obra desses dois artistas tenda a tudo agregar ao neoconcretismo, não é menos verdade que essa aceitação fortalece o solo histórico em que se constituíram ao lado de muitos outros artistas e tendências, deslocando a percepção da produção de arte brasileira como sucedâneos, fissurando, de certo modo, o hipotético universalismo da narrativa historiográfica da arte ocidental.

Mas ParangolésGrande NúcleoBólides, Maquetes e muitas outras obras hoje são cinzas, restos queimados. Catástrofe que se abate sobre um projeto que ao longo de 27 anos, por relações familiares e de amizades, assegurou a presença da obra de Hélio Oiticica no mundo, disponibilizou documentos e outros materiais para pesquisas, revelando-se, contudo, incapaz, em termos privados, de assegurar sua preservação. Catástrofe que é de todos nós e da cultura em geral, e cuja responsabilidade maior é do poder público brasileiro, inoperante na constituição de coleções públicas. Boa parte dessas obras deveria estar em museus brasileiros, com salas especiais. Coleções não apenas de suas obras, mas conjuntos que permitissem romper a permanente invisibilidade de que padecemos de nossa própria história e que se soma à invisibilidade dos trabalhos de arte internacional. Cabe le mbrar que a proposta da Prefeitura do Rio de Janeiro de assegurar lugar para a obra de Oiticica com a criação do Centro de Arte Hélio Oiticia revelou-se de profunda incompetência em seus jogos de poder.

Do incêndio do MAM-RJ, em 1978, a herança revebera até hoje como perda de um lugar central da arte contemporânea na cidade. Lugar que foi de encontros e de presença de uma coleção pública, e, desde então, vem sendo de sucessivas tentativas de recuperação. Se esse incêndio nos privou de obras, entre muitos outros, de Mondrian, Picasso, Magritte e dezenas de trabalhos de Torres Garcia, não deixemos silenciar sua proposta de inversão do mapa – “Nosso norte é nosso Sul”. Já é hora também de transformarmos o célebre grito de alerta de Hélio Oiticica, “Da adversidade vivemos”, em estratégia, parafraseando-o, “de caracterização de um povo”.

A ação de sua arte no mundo será, helàs, para sempre inseparável da dor.

 

Glória Ferreira

texto dO MERGULHO

2009 Outubro 5
por flutuas

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# texto A VOZ DO MERGULHO para a 7 revista TATUÍ http://tatuicritica.blogspot.com/

ADQUIRA: http://revistatatui.com/adquira/

texto: INCORPORE RECIFE

2009 Outubro 5
por flutuas

o SPA das artes em Recife 2009 contou com o lançamento da nossa publicação coletiva DOCUMENTO: A ZONA. Tudo isso graças a força com a qual estamos construindo nossa publicação independente e o imenso apoio e generosidade dos amigos que estão nos apoiando do lado de lá. 

A ZONA:  www.corpoliquido.wordpress.com

Na abertura do SPA também foi lançada a REVISPA em que Camila Mello e eu escrevemos um texto sobre nossa experiência no SPA de 2006 onde abrimos a experiência INCORPORE A CIDADE. Abaixo segue imagens da REVISPA: 

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      ela diz:

    Gosto de pensar na recuperação de imagens que nunca existiram, como um arqueólogo visual que caminha por muito tempo para chegar a um lugar em que identifica um breve e fulminante encontro entre ser e paisagem, entre corpo e  imagem perdida, entre os sentimentos de insegurança, de ausência e de evocação que irrompem os recôncavos do tempo. Gosto de provocar os impulsos, os motivos, as secretas percepções que instam no homem a reflexão sobre as realidades pela ativação das camadas da memória, onde outros lugares se tornam aparentes em lugares que se quer encontrar.  
    omundo

2009 Setembro 22
por flutuas

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ilustrações A FACE OCULTA

2009 Setembro 22
por flutuas

* ilustrações para livro infanto-juvenil “A face Oculta” – Ed. Saraiva

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